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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Rendas antigas sobem com reavaliação das casas - Especiais - DN

Rendas antigas sobem com reavaliação das casas - Especiais - DN
Segundo o "Jornal de Negócios", a reavaliação obrigatória de todos os imóveis imposta pela 'troika' vai acelerar a actualização das redes antigas. Aumentando o IMI "não fará sentido que não seja permitido um aumento da renda", disse ao Jornal de Negócios a advogada Maria José Santana, especialista em rendas.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Portugal à cair



Tabela de:.inverbis./coeficienterenda



Infelizmente o não aumento do coeficiente que permite aumentar as rendas em 2010 e a atribuição de um aumento de 0,30 cêntimos por cada 100,00 euros de renda, condena os Centros Históricos a tornarem-se verdadeiras ruínas.
A carga fiscal em cima dos senhorios com rendas baixas é demasiadamente elevada. Existem senhorios que paga para os inquilinos viverem em suas casas, os impostos e as contribuições sobre imóveis são superiores aos ganhos anuais. Isto faz com que muitos senhorios deixem de pagar seguros. Em caso de incêndio nas cidades velhas, jamais o património poderá ser recuperado com a traça original e depois devido os problemas de estacionamento e o fraco comércio tradicional mais a desertificação natural, faz com que não haja investidores. Como se não bastasse estes problemas, a abertura de negócios nas cidades históricas exigem um investimento muito grande, não só em projectos e licenças como também pelas pequenas divisões existentes nas casas antigas, salvo "ÓBIDOS" que é um excelente exemplo de conservação de uma cidade histórica, onde o comércio trabalha num património não modificado, estas casas funcionam com as mesmas dimensões de à 100 anos.
ÓBIDOS sem dúvida deveria ser um exemplo para todo Portugal, pois o que é típico é que é histórico e de interesse para o turismo nacional. Podemos também aprender com os espanhóis pois eles são um bom exemplo de gestão turística e os portugueses pagam e deixam lá muito dinheirinho para ver coisas recuperadas que temos cá.

Quanto as rendas baixas, existem muitos senhorios com rendas inferiores à 20,00 euros e alguns com menos de 2,00 euros de renda. Ora! Temos que ver que a mão de obra facturada por um profissional da construção civil é cerca de 25,00 euros hora, fora o material. Isto faz com que o investimento dos senhorios no Centro Histórico, seja muito mal negócio, sem falar que a maioria não têm dinheiro nem para recuperar à casa onde vivem, quanto mais fazer obras a favor de inquilinos que têm mais poder de compra que eles.

Outro factor que desmotiva e condena os Centros Históricos são sem dúvidas os inquilinos não residentes. Estes já vivem em casas modernas e confortáveis mas não entregam as casas velhas por causa das rendas baixas, usam na sua maioria, as casas para guardarem mónos, ou seja à casa serve de armazém.
Por sua vez o senhorio sabe disso e sabe que estas casas têm a água e a luz desligada à muitos anos, também sabe que o inquilino aparece ali uma ou duas vezes por ano. só que um processo em tribunal é caro e moroso, muitas vezes superiores aos rendimentos do senhorio. A única solução é fazer uma inspecção e ver caso a caso os problemas do património e da mesma forma que o governo exige obras do senhorio, exigir também aumentos significativos dos inquilinos que lá não vivem e que impedem o progresso da cidade.

Quantos aos aumentos: É realmente uma vergonha. Imaginem que no primeiro caso o governo aprovasse um aumento de 500% para rendas até 20,00 euros. Aqui teríamos uma renda de 100,00 euros mensais, ganhava o governo com os impostos e o senhorio que poderia fazer algumas melhorias. No caso de 2,00, teríamos um aumento para 10,00  euros, pelo menos seria um aumento significativo e pouco à pouco ia-se dando vida aos centros históricos.

Com a actual crise, seria óptimo para todos, inclusive para as seguradoras que fariam mais seguros.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

JN 22 DE OUTUBRO 2008.

Renda pode ser 20% mais barata do que a prestação
ALEXANDRA FIGUEIRA
Reduzir a despesa em 20% é uma das portas abertas a quem quiser vender a casa ao fundo imobiliário de arrendamento que o banco público está a preparar. Só falta publicar a lei, para que se conheçam todos os pormenores.
> Crédito malparado sobe 26,5% em apenas um ano.


ALEXANDRA FIGUEIRA
Reduzir a despesa em 20% é uma das portas abertas a quem quiser vender a casa ao fundo imobiliário de arrendamento que o banco público está a preparar. Só falta publicar a lei, para que se conheçam todos os pormenores.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi o primeiro banco a assumir, ontem, a intenção de criar um Fundo de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional. A decisão está tomada, mesmo sem se conhecerem pormenores do seu funcionamento.
Partindo do que já se sabe, estima-se que o negócio permitirá ficar a pagar menos um quinto do valor da prestação. Paulo Sousa, responsável pelo crédito à habitação da Caixa, explicou que, "do que temos analisado, a renda será cerca de 20% mais baixa". Porque o próprio valor da renda será mais baixo e porque o cliente deixará de pagar "condomínio, seguros e Imposto Municipal sobre Imóveis", disse.
Para os bancos, o negócio vai diminuir o crédito malparado, aliviando assim os balanços, sobretudo agora que é difícil obter financiamento e que as dívidas incobráveis dispararam (ler próxima página). Numa ronda pelos maiores bancos a operar no país foi possível saber que estão a estudar o processo, mas que só tomarão uma decisão depois de conhecidos os detalhes da lei. Entre as dúvidas ainda existentes estará o preço a pagar pela amortização antecipada do crédito (hoje a comissão vai até 0,5% do montante em dívida num crédito de taxa variável, ou seja, 7500 euros num empréstimo de 150 mil euros).
Se tudo correr como previsto, os detalhes da lei serão conhecidos até ao final do ano e os fundos arrancarão em Janeiro. O desconhecimento dos pormenores de funcionamento dos fundos é uma das razões pelas quais José Eduardo Macedo, presidente da associação dos mediadores imobiliários, não acredita no seu sucesso. Acelerar os processos de despejo por atrasos no pagamento é uma das medidas necessárias para que o arrendamento aumente, defendeu.
Da parte da CGD, Paulo Sousa afirmou que acontecerá "o que sempre aconteceu até hoje: serão usados os mecanismos disponíveis para resolver conflitos", que passam pelos tribunais.
O Orçamento de Estado diz apenas que a pessoa perde o direito à recompra do imóvel se não pagar a renda durante três meses.

Ver original em APS:

terça-feira, 14 de outubro de 2008

EU GOSTAVA DE SABER.

Eu gostava de saber, para quê tantos incentivos fiscais, quando muitos dos senhorios ganham uma reforma mínima que mal dá para os medicamentos.
Seus inquilinos pagam rendas inferiores a 20.00 euros, desses vinte, paga-se IRS, seguros?. nem pensar em pagar!.
Como é que com esses valores pode-se combater a degradação, sem falar nos andares que estão ocupados com comércios liberais, onde circulam por ano milhares de pessoas que contribuem acentuadamente para o desgaste das paredes e dos pisos.
Eu conheço médicos que só numa consulta levam 600.00 euros, e pagam uma insignificância.
Eu pergunto: Esses médicos e advogados já fizeram alguma obra? É claro que não.
Esses médicos e advogados já pediram ao senhorio para fazerem as obras? É claro que pediram. É preciso lembrar que muitos desses profissionais fazem muitos trabalhos sem facturas, fugindo assim da verdadeira declaração de rendimentos.

Muitos dos proprietários já tem idade avançada.
Tentar um empréstimo agora, significa morrer mais depressa.
Não há gasto que rentabilize, com inquilinos de baixas rendas.
Os gastos com obras só é bom para quem tem o contrato antigo na mão; para o senhorio é mais uma dor de cabeça, e o aumento autorizado pela lei é irrisório, que provavelmente só poderá ser útil a filhos e netos, a longo prazo ou se o inquilino vier a falecer.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

SE EU FOSSE 1º MINISTRO

SE EU FOSSE 1º MINISTRO, colocava os fiscais nas ruas, veria casa a casa, caso a caso, as casas devolutas, procuraria saber quem são os donos e quem são os inquilinos.
Casas arrendadas sem os contadores de água e de luz, seriam logo tomadas medidas para serem entregues ao senhorio, ou então propor um aumento substancial na renda, para que o inquilino seja motivado a devolve-la ao seu legitimo dono.
Procurava saber onde vivem os inquilinos e quais são os seus rendimentos.
Agindo assim e apressando a lei no sentido de haver uma rápida melhora, teríamos um País melhor, mais bonito e mais turístico.

NOVAS LEIS, MESMO RESULTADO

Não se pode penalizar sempre os mesmos. Os senhorios, donos de rendas antigas, são sempre uma classe social penalizada, há muita injustiça com aqueles que há 50 anos investiram em casas, pensaram os antigos que estariam a fazer bem aos filhos e netos.
Coitados!...Pensaram mal, as leis favoreceram os inquilinos, penalizaram os senhorios e o resultado disso, são Centros Históricos em ruínas, casas degradadas, desabitadas e sujas, sem falar nos seus interiores pobres e sem conforto.
Os filhos e netos, herdaram chatices e aborrecimentos.
Herdaram casas em ruínas e inquilinos chatos e exigentes, famintos por obras, cujas rendas, muitas das vezes mal dá para comprar um saco de cimento.
Se aumentássemos as rendas,100,200,300,400,e até 500%, ainda seria pouco para tanto sofrimento passado por alguns senhorios, e muitas dessas rendas, ainda assim, não chegariam aos 50,00 euros.
Senhores do Governo, se quiserem fazer algo de bom para o futuro, para o País, para o turismo e para o nosso património, vejam caso a caso.
Existem muitas evidências:
Obriguem os inquilinos que não vivam nas casas a entregarem a mesma.
Uma boa parte dos senhorios não tem dinheiro para pagarem um advogado, sem falar nos processos que duram anos.

Que o Governo seja mais solidário, com esta classe que paga impostos e que é impedido de ganharem um dinheiro justo e de terem uma vida mais calma.

Tudo isso é muito bonito.

Tudo isso é muito bonito,mas quem é que vai fazer obras numa casa abandonada, que ainda se encontra na mão do inquilino.
Há inquilinos que já não moram á anos, usam a casa para guardar monos.
O inquilino quer na maior parte das vezes, uma quantia para dar baixa do arrendamento.
Sem dinheirinho, não há casinha.
E quem é que vai fazer obras, para os inquilinos alugarem os quartos aos estudantes.
Pagam 10,00 euros de renda e alugam os quartos a 150.00 euros cada.
Muitos dos inquilinos fizeram uma pequena fortuna a alugarem quartos para estudantes, enquanto a casa estava boa, ganharam muito dinheiro, mas nunca mudaram uma única telha.
As casas com o tempo foram deteriorando-se, sem o inquilino gastar um único chavo, e massacraram os senhorios para fazerem as obras, fazendo-se de vítimas, enquanto ao longo dos anos, foram engordando suas contas bancárias.
Muitos dos inquilinos mataram a galinha dos ovos de ouro, ao deixarem as casas virem abaixo.
COM ESSA POLÍTICA, MAS VALE PAGAR A MULTA, MESMO A TRIPLICAREM O IMPOSTO, SAI MAIS BARATO DO QUE FAZER OBRAS PARA QUEM NÃO MERECE.

SERÁ DESTA, OU FICA PARA A PRÓXIMA?

Edição Impressa – Destaque
DIÁRIO ECONÓMICO
Crise financeira mundial 2008-10-13 00:05
Senhorios e inquilinos vão ter mais incentivos fiscais
O Governo vai apresentar, no Orçamento para 2009, um pacote de medidas para relançar o arrendamento e a reabilitação urbana, que passa por isenções de IMI e IMT e redução de IRS e IRC para inquilinos e proprietários.

Lígia Simões e Bruno Proença

O Governo vai reforçar a aposta no arrendamento e reabilitação urbana. No Orçamento do Estado para 2009, que é amanhã apresentado, vai constar um pacote de medidas para favorecer a opção pelo arrendamento, numa altura em que a crise financeira dificulta a opção pela compra de casa própria, apurou o Diário Económico junto de várias fontes governamentais. As medidas abrangem senhorios e inquilinos e passam por vários impostos – IRS e IMI –, assim como por benefícios fiscais.

Assim, o Executivo vai aumentar as deduções à colecta, em IRS, para as despesas com as rendas, aproximando-as da dedução com amortizações e juros de que beneficiam já as pessoas que compraram casa – nos dois primeiros escalões vai passar, no último caso, para 879 euros. O pacote vai estender ainda os incentivos fiscais aos senhorios, que passam a descontá-las em IRS, até certo montante.

Outra medida passa por alterações no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). O objectivo é que os proprietários que façam obras em casas ou prédios beneficiem de isenção de IMI. Isto tanto para os casos em que se trata simplesmente de reabilitação urbana, como nos casos em que as obras são feitas para posterior arrendamento.

Em sentido contrário, o Executivo quer agravar a factura fiscal para quem não usa as propriedades imobiliárias. Assim, depois de ter suplicado o IMI para as situações em que as casas estão devolutas, o Orçamento para o próximo ano vai prever que o IMI seja pago a triplicar, no caso em que as propriedades estejam devolutas e à beira de ruir.

O propósito do plano é dar mais um empurrão ao mercado de arrendamento, numa altura em que pode ser uma boa alternativa relativamente à compra de casa, uma vez que o crédito para a habitação está cada vez mais difícil e caro com a Euribor a atingir máximos devido à crise financeira internacional.

SENHORIOS E INQUILINOS 2008

As três medidas que promovem o arrendamento

1 - Senhorios e inquilinos com benefícios no IRS.
O objectivo é dinamizar o mercado do arrendamento numa altura em que o crédito malparado à habitação dispara. Os senhorios passam a descontar IRS até certo montante das rendas. Quanto aos inquilinos, na semana passada estudava-se a aproximação da dedução à colecta em sede de IRS com despesas de rendas às deduções com os juros de empréstimos à habitação – que para os dois primeiros escalões passarão para 879 euros.

2 - Obras isentam de IMI casas para arrendamento.
Vão ser introduzidas alterações no Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF), nomeadamente em sede de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Nesse sentido, os particulares passam a estar isentos do pagamento de IMI se fizerem obras de beneficiação nas suas casas quando estas se destinem a arrendamento ou no âmbito da reabilitação urbana. Esta isenção será estendida também aos Fundos de Investimento Imobiliário.

3 - IMI vai triplicar para as casas em perigo de ruir.
As casas em perigo de ruir vão ter a sua tributação ainda mais agravada. O Orçamento do Estado para 2009 prevê que a taxa de IMI praticada em cada município seja triplicada. Ou seja, os proprietários de imóveis naquela situação terão de pagar três vezes mais de IMI. O objectivo é penalizar proprietários que deixam as casas ao abandono. A medida surge depois de o Governo já ter duplicado a taxa para os donos de prédios devolutos.