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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Morta em casa ha nove anos

imagem original: mjuberlandia senhorios e inquilinos Morta em casa ha nove anos
Morta em casa há nove anos
O corpo de Augusta Duarte Martinho, que completava 96 anos no próximo dia 12, esteve nove anos no chão da cozinha do apartamento onde residia sozinha, na Rinchoa, Rio de Mouro, em Sintra.

É triste, que coisas como estas acontecem: A polícia foi alertada segundo informações, por uma inquilina do mesmo prédio, 3 meses depois da sua ausência e mais tarde outra vez pela mesma pessoa.

Eu pergunto: Onde estão os serviços de acção social que deviam fazer uma visita periódica a essas pessoas idosas que vivem só?


Porquê a PSP, uma vez chamada não tentou logo esclarecer a situação e mais tarde, convocada novamente não deu importância ao caso?


Porquê a "SEGURANÇA SOCIAL" não investigou, uma vez que os cheques da reforma não eram levantados?


Para eu, existe um total desinteresse por parte das entidades que deviam proteger os interesses da comunidade.



A notícia no Correio da Manhã continua: Foi ontem encontrado pela PSP depois de o andar ter sido vendido em leilão pelas Finanças. A nova proprietária, 58 anos, que comprou o apartamento por 30 mil euros há três meses, e entrava ontem pela primeira vez na casa, ficou em estado de choque.


Outra questão: Como é que se vende uma casa sem fazer a devida vistoria? O ano passado outra senhora adquiriu um imóvel na mesma situação e quando lá chegou, o dito apartamento tinha pego fogo e estava destruído. Como é que essas coisas acontecem. Pelo que eu sei, não posso vender a minha casa sem as devidas informações e condições do imóvel.


Provavelmrnte a compradora do apartamento da falecida senhora, já não vai lá viver devido a má vibração e os problemas físicos e psicológicos que acontecimentos como este acarretam.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Portugal à cair



Tabela de:.inverbis./coeficienterenda



Infelizmente o não aumento do coeficiente que permite aumentar as rendas em 2010 e a atribuição de um aumento de 0,30 cêntimos por cada 100,00 euros de renda, condena os Centros Históricos a tornarem-se verdadeiras ruínas.
A carga fiscal em cima dos senhorios com rendas baixas é demasiadamente elevada. Existem senhorios que paga para os inquilinos viverem em suas casas, os impostos e as contribuições sobre imóveis são superiores aos ganhos anuais. Isto faz com que muitos senhorios deixem de pagar seguros. Em caso de incêndio nas cidades velhas, jamais o património poderá ser recuperado com a traça original e depois devido os problemas de estacionamento e o fraco comércio tradicional mais a desertificação natural, faz com que não haja investidores. Como se não bastasse estes problemas, a abertura de negócios nas cidades históricas exigem um investimento muito grande, não só em projectos e licenças como também pelas pequenas divisões existentes nas casas antigas, salvo "ÓBIDOS" que é um excelente exemplo de conservação de uma cidade histórica, onde o comércio trabalha num património não modificado, estas casas funcionam com as mesmas dimensões de à 100 anos.
ÓBIDOS sem dúvida deveria ser um exemplo para todo Portugal, pois o que é típico é que é histórico e de interesse para o turismo nacional. Podemos também aprender com os espanhóis pois eles são um bom exemplo de gestão turística e os portugueses pagam e deixam lá muito dinheirinho para ver coisas recuperadas que temos cá.

Quanto as rendas baixas, existem muitos senhorios com rendas inferiores à 20,00 euros e alguns com menos de 2,00 euros de renda. Ora! Temos que ver que a mão de obra facturada por um profissional da construção civil é cerca de 25,00 euros hora, fora o material. Isto faz com que o investimento dos senhorios no Centro Histórico, seja muito mal negócio, sem falar que a maioria não têm dinheiro nem para recuperar à casa onde vivem, quanto mais fazer obras a favor de inquilinos que têm mais poder de compra que eles.

Outro factor que desmotiva e condena os Centros Históricos são sem dúvidas os inquilinos não residentes. Estes já vivem em casas modernas e confortáveis mas não entregam as casas velhas por causa das rendas baixas, usam na sua maioria, as casas para guardarem mónos, ou seja à casa serve de armazém.
Por sua vez o senhorio sabe disso e sabe que estas casas têm a água e a luz desligada à muitos anos, também sabe que o inquilino aparece ali uma ou duas vezes por ano. só que um processo em tribunal é caro e moroso, muitas vezes superiores aos rendimentos do senhorio. A única solução é fazer uma inspecção e ver caso a caso os problemas do património e da mesma forma que o governo exige obras do senhorio, exigir também aumentos significativos dos inquilinos que lá não vivem e que impedem o progresso da cidade.

Quantos aos aumentos: É realmente uma vergonha. Imaginem que no primeiro caso o governo aprovasse um aumento de 500% para rendas até 20,00 euros. Aqui teríamos uma renda de 100,00 euros mensais, ganhava o governo com os impostos e o senhorio que poderia fazer algumas melhorias. No caso de 2,00, teríamos um aumento para 10,00  euros, pelo menos seria um aumento significativo e pouco à pouco ia-se dando vida aos centros históricos.

Com a actual crise, seria óptimo para todos, inclusive para as seguradoras que fariam mais seguros.