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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

JN 22 DE OUTUBRO 2008.

Renda pode ser 20% mais barata do que a prestação
ALEXANDRA FIGUEIRA
Reduzir a despesa em 20% é uma das portas abertas a quem quiser vender a casa ao fundo imobiliário de arrendamento que o banco público está a preparar. Só falta publicar a lei, para que se conheçam todos os pormenores.
> Crédito malparado sobe 26,5% em apenas um ano.


ALEXANDRA FIGUEIRA
Reduzir a despesa em 20% é uma das portas abertas a quem quiser vender a casa ao fundo imobiliário de arrendamento que o banco público está a preparar. Só falta publicar a lei, para que se conheçam todos os pormenores.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi o primeiro banco a assumir, ontem, a intenção de criar um Fundo de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional. A decisão está tomada, mesmo sem se conhecerem pormenores do seu funcionamento.
Partindo do que já se sabe, estima-se que o negócio permitirá ficar a pagar menos um quinto do valor da prestação. Paulo Sousa, responsável pelo crédito à habitação da Caixa, explicou que, "do que temos analisado, a renda será cerca de 20% mais baixa". Porque o próprio valor da renda será mais baixo e porque o cliente deixará de pagar "condomínio, seguros e Imposto Municipal sobre Imóveis", disse.
Para os bancos, o negócio vai diminuir o crédito malparado, aliviando assim os balanços, sobretudo agora que é difícil obter financiamento e que as dívidas incobráveis dispararam (ler próxima página). Numa ronda pelos maiores bancos a operar no país foi possível saber que estão a estudar o processo, mas que só tomarão uma decisão depois de conhecidos os detalhes da lei. Entre as dúvidas ainda existentes estará o preço a pagar pela amortização antecipada do crédito (hoje a comissão vai até 0,5% do montante em dívida num crédito de taxa variável, ou seja, 7500 euros num empréstimo de 150 mil euros).
Se tudo correr como previsto, os detalhes da lei serão conhecidos até ao final do ano e os fundos arrancarão em Janeiro. O desconhecimento dos pormenores de funcionamento dos fundos é uma das razões pelas quais José Eduardo Macedo, presidente da associação dos mediadores imobiliários, não acredita no seu sucesso. Acelerar os processos de despejo por atrasos no pagamento é uma das medidas necessárias para que o arrendamento aumente, defendeu.
Da parte da CGD, Paulo Sousa afirmou que acontecerá "o que sempre aconteceu até hoje: serão usados os mecanismos disponíveis para resolver conflitos", que passam pelos tribunais.
O Orçamento de Estado diz apenas que a pessoa perde o direito à recompra do imóvel se não pagar a renda durante três meses.

Ver original em APS:

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

EU TAMBÉM QUERO UMA indemnização.

GOSTAVA QUE ESTE GOVERNO FIZESSE ALGUMA COISA QUE SE VISSE A FAVOR DOS SENHORIOS.

É claro, se o governo mexer nas rendas antigas, poderá buscar milhões. Não têm que ser só o senhorio a pagar mais impostos e coimas, é preciso haver rendas justas para uma justiça justa.

Existe subsídios para tudo.
Habitação para estudantes, subsídios.
Um reformado ganha pouco de reforma, subsídios para pagar a rendas.
subsídios para os de etnias, para os toxicodependentes, para isso e para aquilo, etc...

Os senhorios não têm subsídios: só tem, burocracias, coimas e impostos para pagar, sem falar nas queixas dos inquilinos que não habitam as casas arrendadas por eles.
Quando aparece algo a favor, o senhorio têm que fazer um milagre para aparecer dinheiro, para fazer as ditas obras; Que geralmente têm que ser feito por um empreiteiro, muitas vezes indicado pelos organismos que nos tratam dos papéis, e que mesmo assim demora, e passamos a vida a ser perseguídos pelo Sr. empreiteiro que quer o resto do dinheiro, que nesse caso é o subsidio.

Se formos dar uma volta no mercado de construção, vamos descobrir pedreiros profissionais, que nos levam menos de um terço do valor pedido pelo 1ª empreiteiro.
A única agravante é que não passa factura.
Mas posso dizer que compensa e muito. Por ex. uma obra de 10.000 euros, fica em cerca de 2.500 euros.
Por isso as pessoas preferem aqueles que não passam factura.
Como senhorio eu gostaria de um subsidio, você não?

Em Santarém, uma história de degradação.

Os poucos turistas que vem atraídos pela Igreja do Milagre, ficam fascinados com a degradação das casas históricas de arquitectura portuguesa, se calhar o que mais chama a atenção dos estrangeiros, é o milagre das casas de pé.

Quase podíamos fazer as apostas, qual cai primeiro? A da travessa S.Silvestre ou a aquela casa senhorial da esquina?

Quando um gato cai em alguma dessas casas velhas, pode se dizer que é morte certa, pois o inquilino quase nunca la vai.

Há muitos acidentes e incidentes registados nos Centros Históricos, devido ao aluguer de quartos em casas velhas, por estudantes. Algumas dessas casas não oferecem condições e nem conforto, onde o soalho está podre, a instalação de água é deficiente, sem falar na do gás, as infiltrações já fazem parte da decoração, mesmo que conserte, com a passagem dos carros nos Centros Históricos, abrem novas fissuras.

As velhotas tentam ali ganharem mais algum dinheiro, mas de vez em quando, mais um acidente.

E assim vamos vivendo os resultados da política feita até agora, onde todos nós perdemos, e quem perde mais é Portugal.

Pouco Turismo.
Não é aconselhado, nem recomendado visitas, por falta de condições.
O comércio não prospera, o pouco que há vai fechando.
A noite é deserta.
A criminalidade aumenta.
Não há empregos.
E a degradação enfeia a cidade, e dá aspecto de abandonado.
O património, estão sempre fechados, (Museus,monumentos,Igrejas) principalmente no fim de semana.
E o próprio turista têm medo de andar atrás dos monumentos.

Com tudo isso, eu pergunto: Quem quer viver em Centros Históricos?