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terça-feira, 14 de outubro de 2008

EU GOSTAVA DE SABER.

Eu gostava de saber, para quê tantos incentivos fiscais, quando muitos dos senhorios ganham uma reforma mínima que mal dá para os medicamentos.
Seus inquilinos pagam rendas inferiores a 20.00 euros, desses vinte, paga-se IRS, seguros?. nem pensar em pagar!.
Como é que com esses valores pode-se combater a degradação, sem falar nos andares que estão ocupados com comércios liberais, onde circulam por ano milhares de pessoas que contribuem acentuadamente para o desgaste das paredes e dos pisos.
Eu conheço médicos que só numa consulta levam 600.00 euros, e pagam uma insignificância.
Eu pergunto: Esses médicos e advogados já fizeram alguma obra? É claro que não.
Esses médicos e advogados já pediram ao senhorio para fazerem as obras? É claro que pediram. É preciso lembrar que muitos desses profissionais fazem muitos trabalhos sem facturas, fugindo assim da verdadeira declaração de rendimentos.

Muitos dos proprietários já tem idade avançada.
Tentar um empréstimo agora, significa morrer mais depressa.
Não há gasto que rentabilize, com inquilinos de baixas rendas.
Os gastos com obras só é bom para quem tem o contrato antigo na mão; para o senhorio é mais uma dor de cabeça, e o aumento autorizado pela lei é irrisório, que provavelmente só poderá ser útil a filhos e netos, a longo prazo ou se o inquilino vier a falecer.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

SE EU FOSSE 1º MINISTRO

SE EU FOSSE 1º MINISTRO, colocava os fiscais nas ruas, veria casa a casa, caso a caso, as casas devolutas, procuraria saber quem são os donos e quem são os inquilinos.
Casas arrendadas sem os contadores de água e de luz, seriam logo tomadas medidas para serem entregues ao senhorio, ou então propor um aumento substancial na renda, para que o inquilino seja motivado a devolve-la ao seu legitimo dono.
Procurava saber onde vivem os inquilinos e quais são os seus rendimentos.
Agindo assim e apressando a lei no sentido de haver uma rápida melhora, teríamos um País melhor, mais bonito e mais turístico.

Tudo isso é muito bonito.

Tudo isso é muito bonito,mas quem é que vai fazer obras numa casa abandonada, que ainda se encontra na mão do inquilino.
Há inquilinos que já não moram á anos, usam a casa para guardar monos.
O inquilino quer na maior parte das vezes, uma quantia para dar baixa do arrendamento.
Sem dinheirinho, não há casinha.
E quem é que vai fazer obras, para os inquilinos alugarem os quartos aos estudantes.
Pagam 10,00 euros de renda e alugam os quartos a 150.00 euros cada.
Muitos dos inquilinos fizeram uma pequena fortuna a alugarem quartos para estudantes, enquanto a casa estava boa, ganharam muito dinheiro, mas nunca mudaram uma única telha.
As casas com o tempo foram deteriorando-se, sem o inquilino gastar um único chavo, e massacraram os senhorios para fazerem as obras, fazendo-se de vítimas, enquanto ao longo dos anos, foram engordando suas contas bancárias.
Muitos dos inquilinos mataram a galinha dos ovos de ouro, ao deixarem as casas virem abaixo.
COM ESSA POLÍTICA, MAS VALE PAGAR A MULTA, MESMO A TRIPLICAREM O IMPOSTO, SAI MAIS BARATO DO QUE FAZER OBRAS PARA QUEM NÃO MERECE.

SERÁ DESTA, OU FICA PARA A PRÓXIMA?

Edição Impressa – Destaque
DIÁRIO ECONÓMICO
Crise financeira mundial 2008-10-13 00:05
Senhorios e inquilinos vão ter mais incentivos fiscais
O Governo vai apresentar, no Orçamento para 2009, um pacote de medidas para relançar o arrendamento e a reabilitação urbana, que passa por isenções de IMI e IMT e redução de IRS e IRC para inquilinos e proprietários.

Lígia Simões e Bruno Proença

O Governo vai reforçar a aposta no arrendamento e reabilitação urbana. No Orçamento do Estado para 2009, que é amanhã apresentado, vai constar um pacote de medidas para favorecer a opção pelo arrendamento, numa altura em que a crise financeira dificulta a opção pela compra de casa própria, apurou o Diário Económico junto de várias fontes governamentais. As medidas abrangem senhorios e inquilinos e passam por vários impostos – IRS e IMI –, assim como por benefícios fiscais.

Assim, o Executivo vai aumentar as deduções à colecta, em IRS, para as despesas com as rendas, aproximando-as da dedução com amortizações e juros de que beneficiam já as pessoas que compraram casa – nos dois primeiros escalões vai passar, no último caso, para 879 euros. O pacote vai estender ainda os incentivos fiscais aos senhorios, que passam a descontá-las em IRS, até certo montante.

Outra medida passa por alterações no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). O objectivo é que os proprietários que façam obras em casas ou prédios beneficiem de isenção de IMI. Isto tanto para os casos em que se trata simplesmente de reabilitação urbana, como nos casos em que as obras são feitas para posterior arrendamento.

Em sentido contrário, o Executivo quer agravar a factura fiscal para quem não usa as propriedades imobiliárias. Assim, depois de ter suplicado o IMI para as situações em que as casas estão devolutas, o Orçamento para o próximo ano vai prever que o IMI seja pago a triplicar, no caso em que as propriedades estejam devolutas e à beira de ruir.

O propósito do plano é dar mais um empurrão ao mercado de arrendamento, numa altura em que pode ser uma boa alternativa relativamente à compra de casa, uma vez que o crédito para a habitação está cada vez mais difícil e caro com a Euribor a atingir máximos devido à crise financeira internacional.