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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Atualização do IMI e das Rendas antigas

É sabido que o nosso mercado imobiliário do arrendamento é uma vergonha: Por um lado temos rendas de valor absurdo e fora de questão para que um pequeno investidor possa tentar a sua sorte, por outro lado temos milhares de rendas baixas que não permitem ao senhorio fazer sequer uma refeição decente pelo menos por um dia. São cerca de 40% de impostos que recaem sobre o senhorio e ainda os inquilinos querem que este faça obras de conservação.

Resultado da má política do governo. Por isso Portugal cai e vai continuar a cair, pois os centros históricos portugueses estão desertos, sejam de moradores, estudantes e cada vez mais o comércio fecha as suas portas. É a desertificação.

Por outro lado, os senhorios não têm qualquer apoio do estado e das entidades bancárias. As ajudas dadas para a recuperação dos centros históricos são uma verdadeira anedota, apenas convida o senhorio ao endividamento, sem falar que os fracos apoios são temporários.

Segundo as notícias do Diário económico e Jornal de Notícias:

Com todos os imóveis reavaliados no espaço de pouco mais de um ano, para efeitos de IMI, os proprietários de casas com rendas anteriores a 1990 vão passar a pagar mais imposto.

A partir daí cai por terra aquele que era o principal factor de bloqueio para a utilização, por parte dos senhorios, do mecanismo de actualização de rendas: o receio de pagarem mais impostos. Se têm a parte má, os proprietários vão querer também a parte boa.

Porém, os proprietários exigem uma actualização de rendas mais célere e "livre" do que a que está prevista na actual lei e o memorando de entendimento da troika vai nesse sentido.

Resta saber se esta situação vai melhorar as vidas dos Senhorios e inquilinos, esperemos que sobre o agravamento das taxas tributárias, os senhorios possam ter uma renda digna e os inquilinos uma casa com mais condições e aqueles que não usufruem do bem imobiliário tenham a decência de devolverem sem ser em troca de dinheiro pela “porta do cavalo”.



O NRAU talvez assim funcione, espero que não seja só o proprietário a pagar as contas, muitos dos inquilinos têm casas arrendadas por bom dinheiro e habitam casas onde pagam pouca renda. Cada caso é um caso, mas muitas das casas encontram-se abandonadas e servem apenas para guardarem monos. Estas residências não são entregues ao senhorio devido as baixa rendas. Como pode o senhorio recuperar um imóvel de baixa renda, quando ele paga cerca de 40% do valor arrecadado em impostos? E não estamos a falar de seguros, pois a maioria dos proprietários já se deixaram disso. Outra situação e que há senhorios que pagam mais de contribuição do que o valor que arrecadam. Com este sistema têm perdido Portugal, o turismo, a arrecadação de mais impostos e acentuado a degradação e desertificação dos centros históricos.



Outra notícia

NRAU (Novo Regime de Arrendamento) que possibilita a actualização progressiva das rendas antigas não dava jeito aos senhorios.

Aplicar o NRAU implicava para os senhorios actualizar o IMI (imposto sobre imóveis) ou a realização de obras de reabilitação, o que não lhes agradava. Assim, a pressão dos senhorios e das suas organizações para uma total liberalização que lhes permitisse despejar os inquilinos por impossibilidade de pagamento das rendas especulativas no actual mercado.

Os senhorios na sua maioria não têm dinheiro para investir, facto que agrava muito a situação da reurbanização e da recuperação de telhados e fachadas, para isto é necessário o endividamento dos mesmos e na maior parte daqueles que conseguem é pelo crédito pessoal onde se paga grandes juros e o tempo é limitado, sem, falar que é um investimento sem retorno.

Os bancos não querem fazer empréstimos com valores mais baixos para aplicar em casas velhas, pois eles sabem quais são as consequências de quem não consegue pagar o que deve e que casas penhoradas eles têm muitas e novas.

Esperemos que a Troika consiga dinamizar Portugal já que os nossos políticos não foram capazes.

Rendas antigas sobem com reavaliação das casas - Especiais - DN

Rendas antigas sobem com reavaliação das casas - Especiais - DN
Segundo o "Jornal de Negócios", a reavaliação obrigatória de todos os imóveis imposta pela 'troika' vai acelerar a actualização das redes antigas. Aumentando o IMI "não fará sentido que não seja permitido um aumento da renda", disse ao Jornal de Negócios a advogada Maria José Santana, especialista em rendas.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

JN 22 DE OUTUBRO 2008.

Renda pode ser 20% mais barata do que a prestação
ALEXANDRA FIGUEIRA
Reduzir a despesa em 20% é uma das portas abertas a quem quiser vender a casa ao fundo imobiliário de arrendamento que o banco público está a preparar. Só falta publicar a lei, para que se conheçam todos os pormenores.
> Crédito malparado sobe 26,5% em apenas um ano.


ALEXANDRA FIGUEIRA
Reduzir a despesa em 20% é uma das portas abertas a quem quiser vender a casa ao fundo imobiliário de arrendamento que o banco público está a preparar. Só falta publicar a lei, para que se conheçam todos os pormenores.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi o primeiro banco a assumir, ontem, a intenção de criar um Fundo de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional. A decisão está tomada, mesmo sem se conhecerem pormenores do seu funcionamento.
Partindo do que já se sabe, estima-se que o negócio permitirá ficar a pagar menos um quinto do valor da prestação. Paulo Sousa, responsável pelo crédito à habitação da Caixa, explicou que, "do que temos analisado, a renda será cerca de 20% mais baixa". Porque o próprio valor da renda será mais baixo e porque o cliente deixará de pagar "condomínio, seguros e Imposto Municipal sobre Imóveis", disse.
Para os bancos, o negócio vai diminuir o crédito malparado, aliviando assim os balanços, sobretudo agora que é difícil obter financiamento e que as dívidas incobráveis dispararam (ler próxima página). Numa ronda pelos maiores bancos a operar no país foi possível saber que estão a estudar o processo, mas que só tomarão uma decisão depois de conhecidos os detalhes da lei. Entre as dúvidas ainda existentes estará o preço a pagar pela amortização antecipada do crédito (hoje a comissão vai até 0,5% do montante em dívida num crédito de taxa variável, ou seja, 7500 euros num empréstimo de 150 mil euros).
Se tudo correr como previsto, os detalhes da lei serão conhecidos até ao final do ano e os fundos arrancarão em Janeiro. O desconhecimento dos pormenores de funcionamento dos fundos é uma das razões pelas quais José Eduardo Macedo, presidente da associação dos mediadores imobiliários, não acredita no seu sucesso. Acelerar os processos de despejo por atrasos no pagamento é uma das medidas necessárias para que o arrendamento aumente, defendeu.
Da parte da CGD, Paulo Sousa afirmou que acontecerá "o que sempre aconteceu até hoje: serão usados os mecanismos disponíveis para resolver conflitos", que passam pelos tribunais.
O Orçamento de Estado diz apenas que a pessoa perde o direito à recompra do imóvel se não pagar a renda durante três meses.

Ver original em APS:

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

EU TAMBÉM QUERO UMA indemnização.

GOSTAVA QUE ESTE GOVERNO FIZESSE ALGUMA COISA QUE SE VISSE A FAVOR DOS SENHORIOS.

É claro, se o governo mexer nas rendas antigas, poderá buscar milhões. Não têm que ser só o senhorio a pagar mais impostos e coimas, é preciso haver rendas justas para uma justiça justa.

Existe subsídios para tudo.
Habitação para estudantes, subsídios.
Um reformado ganha pouco de reforma, subsídios para pagar a rendas.
subsídios para os de etnias, para os toxicodependentes, para isso e para aquilo, etc...

Os senhorios não têm subsídios: só tem, burocracias, coimas e impostos para pagar, sem falar nas queixas dos inquilinos que não habitam as casas arrendadas por eles.
Quando aparece algo a favor, o senhorio têm que fazer um milagre para aparecer dinheiro, para fazer as ditas obras; Que geralmente têm que ser feito por um empreiteiro, muitas vezes indicado pelos organismos que nos tratam dos papéis, e que mesmo assim demora, e passamos a vida a ser perseguídos pelo Sr. empreiteiro que quer o resto do dinheiro, que nesse caso é o subsidio.

Se formos dar uma volta no mercado de construção, vamos descobrir pedreiros profissionais, que nos levam menos de um terço do valor pedido pelo 1ª empreiteiro.
A única agravante é que não passa factura.
Mas posso dizer que compensa e muito. Por ex. uma obra de 10.000 euros, fica em cerca de 2.500 euros.
Por isso as pessoas preferem aqueles que não passam factura.
Como senhorio eu gostaria de um subsidio, você não?

Em Santarém.

Conheço muitos inquilinos, há duas delas que se destacam, e moram no Centro Histórico de Santarém.
Uma tem três reformas, têm a sua casa e mais outras duas alugadas, e mais um armazém.
Tirando a casa que ela vive, que é a única que ela faz obras, as outras estão inabitadas e a ruírem, cheias de monos que quando esta senhora vier a falecer, provavelmente irá tudo para o lixo.
Essa sra. é viúva a quase 40 anos, de modo que: uma casa e o armazém, o contracto está em nome do falecido.
A outra está em nome do filho, que já não mora lá a quase 40 anos.
Enquanto as casas tinham condições essa senhora, fez uma verdadeira fortuna a alugar quartos a estudantes, ela deu-se ao luxo de ir dormir no sofá, para alugar a sua cama, essa senhora pouco trabalhou na vida, por isso têm uma reforma de pouco mais de 200.00 euros, mas têm outras duas reformas do falecido.
Enquanto as casas tinham condições, ela explorou o arrendamento a estudantes, chegando a ter 4; durante o dia cuidava de uma ou duas crianças, o que aumentava os seus rendimentos, mas nunca pôs uma telha nos telhados das casas que tanto lucro lhe trouxe, reclamando sempre do senhorio.
Resultado: Essa Sra. juntou mais de 150.000 euros, sem pagar um único imposto, comprou duas casas, sendo uma de praia, uma garagem, um carro para o filho, uma roulote e outros.
O senhorios têm as casas a caírem, uma baixa renda, uma carga de impostos em cima dele, e pouca qualidade de vida, porquê não têm como fugir dos impostos.
A doce e simpática velhinha, vai de vez em quando a sua casa de praia, ou vai na sua roulote para o campismo, gaba-se da sua esperteza para os negócios junto aos senhorios, e está a espera que lhe dêem dinheiro, para entregar os imóveis degradados pelo excesso de uso e da falta de cuidados.

A outra, tem menos posse, mas obrigou o senhorio a fazer obras numa casa que ela não vive á mais de 10 anos, o senhorio contraiu um empréstimo a nível particular de avultado valor, para ser pago dentro de anos, a lei em vigência do recria naquela época autorizou um aumento de 25.00.
A gentil sra. que vive num apartamento moderno com a sua filha, com as fracas posses que diz ter; foi logo contratar um advogado para respostar.
Essa sra. também está a espera de uma indemnização para sair.
Como diz o ditado dos inquilinos: Sem dinheirinho não há casinha?