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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

EU TAMBÉM QUERO UMA indemnização.

GOSTAVA QUE ESTE GOVERNO FIZESSE ALGUMA COISA QUE SE VISSE A FAVOR DOS SENHORIOS.

É claro, se o governo mexer nas rendas antigas, poderá buscar milhões. Não têm que ser só o senhorio a pagar mais impostos e coimas, é preciso haver rendas justas para uma justiça justa.

Existe subsídios para tudo.
Habitação para estudantes, subsídios.
Um reformado ganha pouco de reforma, subsídios para pagar a rendas.
subsídios para os de etnias, para os toxicodependentes, para isso e para aquilo, etc...

Os senhorios não têm subsídios: só tem, burocracias, coimas e impostos para pagar, sem falar nas queixas dos inquilinos que não habitam as casas arrendadas por eles.
Quando aparece algo a favor, o senhorio têm que fazer um milagre para aparecer dinheiro, para fazer as ditas obras; Que geralmente têm que ser feito por um empreiteiro, muitas vezes indicado pelos organismos que nos tratam dos papéis, e que mesmo assim demora, e passamos a vida a ser perseguídos pelo Sr. empreiteiro que quer o resto do dinheiro, que nesse caso é o subsidio.

Se formos dar uma volta no mercado de construção, vamos descobrir pedreiros profissionais, que nos levam menos de um terço do valor pedido pelo 1ª empreiteiro.
A única agravante é que não passa factura.
Mas posso dizer que compensa e muito. Por ex. uma obra de 10.000 euros, fica em cerca de 2.500 euros.
Por isso as pessoas preferem aqueles que não passam factura.
Como senhorio eu gostaria de um subsidio, você não?

Em Santarém.

Conheço muitos inquilinos, há duas delas que se destacam, e moram no Centro Histórico de Santarém.
Uma tem três reformas, têm a sua casa e mais outras duas alugadas, e mais um armazém.
Tirando a casa que ela vive, que é a única que ela faz obras, as outras estão inabitadas e a ruírem, cheias de monos que quando esta senhora vier a falecer, provavelmente irá tudo para o lixo.
Essa sra. é viúva a quase 40 anos, de modo que: uma casa e o armazém, o contracto está em nome do falecido.
A outra está em nome do filho, que já não mora lá a quase 40 anos.
Enquanto as casas tinham condições essa senhora, fez uma verdadeira fortuna a alugar quartos a estudantes, ela deu-se ao luxo de ir dormir no sofá, para alugar a sua cama, essa senhora pouco trabalhou na vida, por isso têm uma reforma de pouco mais de 200.00 euros, mas têm outras duas reformas do falecido.
Enquanto as casas tinham condições, ela explorou o arrendamento a estudantes, chegando a ter 4; durante o dia cuidava de uma ou duas crianças, o que aumentava os seus rendimentos, mas nunca pôs uma telha nos telhados das casas que tanto lucro lhe trouxe, reclamando sempre do senhorio.
Resultado: Essa Sra. juntou mais de 150.000 euros, sem pagar um único imposto, comprou duas casas, sendo uma de praia, uma garagem, um carro para o filho, uma roulote e outros.
O senhorios têm as casas a caírem, uma baixa renda, uma carga de impostos em cima dele, e pouca qualidade de vida, porquê não têm como fugir dos impostos.
A doce e simpática velhinha, vai de vez em quando a sua casa de praia, ou vai na sua roulote para o campismo, gaba-se da sua esperteza para os negócios junto aos senhorios, e está a espera que lhe dêem dinheiro, para entregar os imóveis degradados pelo excesso de uso e da falta de cuidados.

A outra, tem menos posse, mas obrigou o senhorio a fazer obras numa casa que ela não vive á mais de 10 anos, o senhorio contraiu um empréstimo a nível particular de avultado valor, para ser pago dentro de anos, a lei em vigência do recria naquela época autorizou um aumento de 25.00.
A gentil sra. que vive num apartamento moderno com a sua filha, com as fracas posses que diz ter; foi logo contratar um advogado para respostar.
Essa sra. também está a espera de uma indemnização para sair.
Como diz o ditado dos inquilinos: Sem dinheirinho não há casinha?

Em Santarém, uma história de degradação.

Os poucos turistas que vem atraídos pela Igreja do Milagre, ficam fascinados com a degradação das casas históricas de arquitectura portuguesa, se calhar o que mais chama a atenção dos estrangeiros, é o milagre das casas de pé.

Quase podíamos fazer as apostas, qual cai primeiro? A da travessa S.Silvestre ou a aquela casa senhorial da esquina?

Quando um gato cai em alguma dessas casas velhas, pode se dizer que é morte certa, pois o inquilino quase nunca la vai.

Há muitos acidentes e incidentes registados nos Centros Históricos, devido ao aluguer de quartos em casas velhas, por estudantes. Algumas dessas casas não oferecem condições e nem conforto, onde o soalho está podre, a instalação de água é deficiente, sem falar na do gás, as infiltrações já fazem parte da decoração, mesmo que conserte, com a passagem dos carros nos Centros Históricos, abrem novas fissuras.

As velhotas tentam ali ganharem mais algum dinheiro, mas de vez em quando, mais um acidente.

E assim vamos vivendo os resultados da política feita até agora, onde todos nós perdemos, e quem perde mais é Portugal.

Pouco Turismo.
Não é aconselhado, nem recomendado visitas, por falta de condições.
O comércio não prospera, o pouco que há vai fechando.
A noite é deserta.
A criminalidade aumenta.
Não há empregos.
E a degradação enfeia a cidade, e dá aspecto de abandonado.
O património, estão sempre fechados, (Museus,monumentos,Igrejas) principalmente no fim de semana.
E o próprio turista têm medo de andar atrás dos monumentos.

Com tudo isso, eu pergunto: Quem quer viver em Centros Históricos?